O que não é ser um bom líder?
Ser um mau líder é:
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Exercer poder apenas pelo cargo
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Impor pelo medo.
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Procurar resultados imediatos à custa do desgaste das equipas.
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Criar uma chefia autoritária que pode obter obediência, mas nunca verdadeiro comprometimento.
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Ser uma boa pessoa ou até um bom profissional, mas falhar no essencial da liderança
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Ter medo de estabelecer o caminho, deixando a equipa perdida, sem rumo e à mercê de interpretações individuais.
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Traçar a direção, mas não acompanhar os resultados, transmitindo a ideia de que o compromisso e responsabilidade não é para todos e fragilizando a disciplina e a melhoria contínua.
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Não envolver a equipa nos objetivos estratégicos, tornando o propósito da organização num discurso distante, sem ligação com o dia a dia de quem executa as tarefas.
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O impacto de uma má liderança nas equipas
Uma má liderança, seja ela autoritária ou ausente, deixa marcas profundas nas equipas e na cultura organizacional.
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Desmotivação e perda de propósito
Quando não há uma direção clara, ou quando o medo substitui a confiança, as pessoas perdem o sentido do “porquê” e do “para quê” do seu trabalho. A energia transforma-se em rotina, e a motivação em mera obrigação. -
Quebra de confiança e de comunicação
Equipas lideradas por quem não inspira nem acompanha acabam por se fechar sobre si mesmas. O diálogo diminui, o medo de errar aumenta e as relações tornam-se formais e distantes. -
Desalinhamento e baixa produtividade
A falta de acompanhamento e de clareza gera interpretações divergentes. Cada um faz o que entende ser melhor, e o resultado é uma equipa que trabalha muito, mas raramente na mesma direção. -
Desgaste emocional e perda de talento
Um ambiente sem orientação, reconhecimento ou propósito conduz ao cansaço emocional. Os melhores profissionais acabam por procurar espaços onde se sintam valorizados e guiados. -
Cultura organizacional fragilizada
Quando o líder falha, a cultura enfraquece. As normas tornam-se papel, os valores tornam-se palavras e a qualidade perde o seu significado real.
Em suma, uma má liderança desliga as pessoas da visão, da energia e do sentido de pertença.
E sem pessoas ligadas, nenhuma estratégia resiste, por mais perfeita que pareça no papel.
Ou seja, tanto o excesso de autoritarismo como a ausência de direção e acompanhamento resultam no mesmo: equipas desmotivadas, objetivos comprometidos e uma liderança que falha em inspirar e transformar.
O desafio que fica é claro: queremos ser chefes que mandam, pessoas simpáticas que não ousam guiar, ou líderes que verdadeiramente inspiram, responsabilizam e transformam?
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