No sofá da sala, já com as luzes de Natal apagadas, a Ana virou-se para o Miguel e disse-lhe em tom meio risonho, meio resignado:
— Lembras-te da lista que fizemos em janeiro?
Ele suspirou.
— Lembro… Ou melhor, lembro-me de ter escrito tudo. Cumprir é que já é outra história.
Entre eles instalou-se aquele silêncio confortável das pessoas que se conhecem bem demais para fingir.
Tinham começado o ano cheios de vontade: fazer mais exercício, poupar para a viagem dos sonhos, dedicar tempo a aprender algo novo, melhorar a rotina familiar.
Mas a verdade é que, entre correrias, imprevistos e prioridades que mudaram sem pedir licença… quase nada saiu do papel.
— Não foi por falta de querer, disse a Ana.
— Eu sei, respondeu o Miguel. Mas querer não chega se continuarmos a usar as mesmas estratégias de sempre.
Aquela frase ficou a ecoar.
Porque era verdade.
Não falharam por preguiça.
Falharam porque confiaram apenas na motivação. Porque não criaram sistemas. Porque não ajustaram a rota quando o ano começou a ficar turbulento.
E, pela primeira vez naquela conversa, os dois sorriram:
— Talvez o próximo ano não precise de mais promessas, disse a Ana.
— Precisa é de novas formas de fazer, completou o Miguel.
Ficaram ali a imaginar um ano diferente: com objetivos simples, acompanhados de métodos eficazes, pequenas rotinas, checkpoints mensais e, acima de tudo, uma intenção clara de evolução contínua.
Não um ano perfeito.
Mas um ano possível.
Um ano em movimento.
Reflexão para quem lê
Se olhas para 2025 com a sensação de que ficou muito por fazer, não estás só.
A maioria das pessoas perde-se no caminho porque tenta avançar com vontade… mas sem estrutura.
O convite é simples:
- Antes de entrares em 2026, encontra novas formas de agir.
- Ferramentas que funcionem para ti.
- Processos que te apoiem.
- Rotinas que te sustentem nos dias bons e nos dias difíceis.
A mudança não nasce de resoluções.
Nasce de sistemas de gestão, que nos permitem cumpri-las, monitoriza-las e ajustá-las quando necessário.

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